Fevereiro

No dia 01 de fevereiro saiu a pré-venda da edição especial em vinil duplo colorido do disco Virtue, de The Voidz, na loja Newbury Comics, limitada a 1000 cópias (com entrega apenas nos EUA).

Albert Hammond Jr

Albert esteve no programa do Conan no dia 1º de fevereiro, estreando a música Muted Beatings, que foi liberada para streaming no mesmo dia. Saiba mais aqui (conferir link do post sobre Albert)

 

 

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Francis Trouble, o quarto disco de Albert Hammond Jr

Desde a segunda quinzena de janeiro surgiram informações sobre o quarto disco da carreira solo de Albert Hammond Jr. Mais ao final do mês pudemos saber os detalhes: Francis Trouble será lançado oficialmente em 09 de março pela Red Bull Records:

1. DVSL
2. Far away truths
3. Muted beatings
4. Set to attack
5. Tea for two
6. Stop and go
7. Screamer
8. Rocky’s late night
9. Strangers
10. Harder, harder, harder

Ele esteve no programa de Conan O’Brien com nova banda, apresentando a música em primeira mão, dia 01 de fevereiro:

A música foi também divulgada para streaming e pré-venda, assim como o disco em versão física – em vinil e cd – e digital. O canal da Red Bull Records no Youtube divulgou o vídeo oficial da música, com letra e um pequeno texto de divulgação do disco. A seguir, a tradução do comunicado completo de divulgação do disco, publicado na página da Red Bull Records:

“Albert Hammond Jr tem o prazer de anunciar seu quarto disco de estúdio, Francis Trouble, que estará disponível globalmente em 09 de março. A partir de hoje, os fãs podem comprar o disco e receber o download da faixa “Muted Beatings”. Caso você tenha perdido, assista Albert Hammond Jr tocando “Muted Beatings” no Conan […]

“Francis Trouble, explora um tópico profundamente pessoal – a prematura morte de seu irmão gêmeo, Francis, e os efeitos que aquele acontecimento tiveram em sua vida e música. Em novembro de 1979, a mãe de Albert, Claudia, sofreu um aborto. Embora tenham corrido para o hospital, Claudia e Albert Hammond foram informados que o bebê era muito prematuro pra viver. Albert continuou a crescer indetectado até quase seis meses da gestação.”

Embora ele soubesse a existência de Francis, não foi antes dos 36 anos que ele soube por uma tia que parte de Francis tinha ficado pra trás no útero e nasceu com ele – uma unha. Com sua música se movendo por um caminho diferente do anterior, Albert se perguntou se essa nova direção veio de outro caminho de si mesmo, talvez emanando pelo que quer que ele e Francis tenham compartilhado nos poucos meses juntos.

Seguindo o exemplo de Bowie, Albert diz: “O que a música diz pode ser sério, mas como um meio não deveria ser questionado, analisado, ou levado muito seriamente”, o cantor diz sobre o novo disco no comunicado de lançamento. “Acho que deveria ser ornamentada, transformada em personagem, uma paródia de si mesma. A música é a máscara que a mensagem usa e eu, o artista, sou a mensagem”

Trabalhando com esta mentalidade, Albert criou Francis Trouble, uma homenagem à morte de seu irmão gêmeo e a seu próprio nascimento, bem como às complexidades de identidade que surgem por essa mistura. O número 36 se tornou especialmente relevante, já que ele soube mais da história de Francis nesta idade, e porque ele nasceu no nono dia do quarto mês do ano. Significantemente, o disco tem exatos 36 minutos.” [ Fim da nota de divulgação]

 

Francis Trouble na mídia:
Próximos showss:
Ele sairá em turnê em breve passando por cidades europeias, canadenses e norteamericanas. Alguns de seus shows nos EUA terão a companhia da banda Hinds. Ele também irá abrir alguns dos shows de Franz Ferdinand. Há dezenas de datas agendadas e pode vir mais por aí, considerando sua tradição em turnês extensas.

The Strokes em Janeiro de 2018: o que teve?

Julian Casablancas
Foi no mês de janeiro que soubemos sobre o próximo disco da banda The Voidz, tivemos duas músicas, clipe e aparição na TV norteamericana, como vocês podem conferir neste post.
No dia 30 de janeiro, The Voidz participou do programa The Fallon Tonight, apresentando o primeiro single. Na manhã daquele mesmo dia, Julian esteve num programa de Rádio da Apple Music, comentando sobre seu trabalho na Cult Records, Strokes e outros tópicos:
 
Albert Hammond Jr
Tivemos uma surpresa, com a notícia que o próximo disco de Albert será lançado em 09 de março. Com 10 faixas, pela gravadora Red Bull Records, a expectativa pelo álbum “Francis Trouble” ficou mais forte ainda após o anúncio de que o artista agendou vários shows, alguns acompanhados da banda Hinds e um show gratuito na cidade de Los Angeles, no dia 30.
 
Nikolai Fraiture
Summer Moon está percorrendo os EUA, acompanhando The Killers em alguns shows da turnê. Nikolai e seus companheiros de banda parecem estar se divertindo e tem atualizado suas redes sociais para mostrar fotos dos palcos dos locais onde se apresentam e pequenos trechos de vídeos dos shows.

Do instagram de Nikolai Fraiture

Fabrizio Moretti
Como havíamos dito aqui, Fabrizio colaborou com a artista brasileira Karine Carvalho em seu disco de estreia, Galega Hits. Nessa publicação da Noize, a atriz e cantora comenta o álbum faixa a faixa e menciona seu trabalho com o baterista dos Strokes. Destacamos o trecho sobre a música “Tanto faz”
Essa é uma parceria minha com os irmãos Moretti. Fab e Leo trabalharam muito essa música comigo, essa com certeza foi a música que mais trabalhamos no disco. Escrevi a letra, mas o Fab sugeriu alguns cortes e também me treinou na maneira de cantar, além de gravar a bateria, guitarra, e sintetizadores. Ele gravava lá em Nova York, onde mora, mandava pra gente, e a gente se comunicava por Facetime. Depois, quando ele veio pro Brasil, aproveitamos para fazer um intensivo no quarto/estúdio do irmão e, por fim, ainda teve guitarras e sintetizadores do Leo e do Manso.”
Leia a íntegra aqui.

The Voidz

 

A segunda quinzena de janeiro nos trouxe novidades da outra banda de Julian Casablancas: The Voidz!
O segundo disco foi nomeado como “Virtue” e será oficialmente lançado em 30 de março. A arte da capa é do artista argentino Felipe Pantone, e parte da exposição Opticromías (clique aqui para saber mais)

Julian postou no twitter uma lista falsa com o que seriam os nomes das músicas:

Mas, na verdade o álbum terá quinze faixas, corretamente listadas a seguir:

1. Leave It In My Dreams
2. QYURRYUS
3. Pyramid of Bones
4. Permanent High School
5. ALieNNatioN
6. One of the Ones
7. All Wordz Are Made Up
8. Horse To Water
9. Wink
10. My Friend The Walls
11. Pink Ocean
12. Black Hole
13. Lazy Boy
14. We’re Where We Were
15. Pointlessness

Em 23 de janeiro a primeira música, Leave it in my dreams, foi liberada para streaming, chegou a figura em primeiro lugar no top Cyprus Itunes e uma das cinco melhores músicas da semana, na lista da Stereogum. Dois dias depois, em 25 de janeiro, foi a vez da segunda música, QYURRYUS, que veio acompanhada de clipe protagonizado pela banda e dirigido por Julian:

Dia 29 rolou  um show surpresa em Nova Iorque, no hotel Roxy.

No dia 30 de janeiro, The Voidz esteve no programa The Tonight Show Starring Jimmy Fallon apresentando Leave it in my dreams:

O comunicado da gravadora RCA para a divulgação do disco inclui o trecho abaixo, traduzido para o TSBR:

As quinze faixas de Virtue anunciam o retorno de uma revigorada Voidz, e contém o trabalho mais indelével do grupo até o momento. Gravado em Los Angeles e produzido pelo vencedor do Grammy Shawn Everett (Alabama Shakes, The War on Drugs), o álbum se transforma de formas novas e ousadas a cada música.

“Nosso objetivo era fazer um disco que um público mais amplo pudesse gostar tanto quanto gostamos do primeiro disco, Tyranny”, diz Casablancas. “Ainda é um redemoinho de estilos diferentes, mas acho que esse pode ser o disco mais eclético que já tomei parte. Há uma música para cada um”

[…]  The Voidz está escalada para o festival Shaky Knees em maio e vai excursionar extensivamente para divulgar Virtue, com mais datas a serem anunciadas em breve.

Tradução: Entrevista com Nick Valensi sobre um ano de CRX

 

 

No dia 23 de outubro de 2017 foi ao ar a entrevista que Nick Valensi concedeu a Christina Cacouris (V Magazine) sobre o primeiro aniversário do lançamento do disco New Skin, de sua banda CRX. Veja a seguir nossa tradução:

Nick Valensi reflete sobre um ano de CRX

Guitarrista-que-virou-líder Nick Valensi fala com V sobre o primeiro aniversário do disco de estreia de CRX, New Skin

Depois do EP Future, Present, Past, de 2016, nada se diz sobre o futuro de The Strokes e os lançamentos por vir. Devido a seu status on/off e muitos hiatos, os integrantes da banda seminal de Nova Iorque se ramificaram para criar seus próprios projetos musicais, com o guitarrista Nick Valensi sendo o último a assumir o microfone e liderar a própria banda: CRX, que lançou seu disco de estreia New Skin, no ano passado. À beira do primeiro aniversário do álbum, falamos com Valensi para ouvir suas reflexões sobre o ano que passou e para onde CRX está indo agora.

Faz quase um ano do lançamento de New Skin; queria ver em que você esteve refletindo no último ano.

Foi um ano incrível pra nós. Fizemos um bocado de shows pelo país. Quando gravei o álbum, nunca tinha tocado como vocalista, então foi realmente divertido pra mim. Sinto que o segundo disco da CRX vai ser significativamente diferente, porque quando fiz o primeiro álbum eu estava por minha conta, compondo todas as músicas no meu computador – e agora eu tenho essa banda incrível comigo e estamos escrevendo um monte de coisas juntos, e a maioria do que estamos escrevendo é na sala de ensaio da banda. Sinto como se tivesse aprendido como usar melhor minha voz de uma forma efetiva.

O título New Skin é de alguma forma uma referência ao fato de que é sua primeira vez como vocalista?

Sim, eu gostei que tivesse esse aspecto sinuoso, mas a ideia era remover uma velha pele e colocar uma nova.

Tendo feito a turnê, como você se sente como líder?

Eu amo. Amo! É sobre ter mais disciplina que só ser o cara da guitarra – sendo o guitarrista, é muito fácil fazer um show tarde e então sair, beber, conversar, talvez dormir só por três ou quatro horas, entrar no ônibus no dia seguinte, dirigir pra onde quer que você vá e fazer outro show. Não é tão físico. Como vocalista, você tem que olhar pra isso um pouco mais como uma performance atlética ou algo assim, porque se você não dorme o suficiente, se você sai pra beber e ficar de conversa, você perde a voz. Não me importa se você é Bruce Springsteen ou Bruno Mars. Você perde a voz. Então teve uma curva de aprendizado pra mim, como me comportar na estrada…ser o cantor pode às vezes não ser tão divertido quanto ser o guitarrista, mas eu topo o desafio!

Obviamente você está sob holofotes desde jovem, mas agora que está à frente e no centro, você considera mais sua aparência e estilo?

Agora mesmo estou usando a mesma coisa que usaria pra tocar. Sou assim desde adolescente. Tinha um modo de agir com os Strokes quando começamos – que deveríamos nos vestir como se sempre estivéssemos no palco, e eu adotei essa filosofia quando adolescente e a mantive. Mas não é como se eu fosse super extravagante no palco; eu não sou Liberace. São jeans legais, uma camiseta, talvez uma camisa por cima. É isso.

Em termos de seu processo como compositor, soa como se seu primeiro disco tivesse sido feito por uma pessoa só, e agora você está em um espaço mais colaborativo.

Quando comecei a escrever o primeiro disco da CRX, o ímpeto era que eu queria estar no palco e fazer alguns shows, e eu não tinha músicas pra isso, então eu tive que escrever um álbum. Levou um ano ou dois. O próximo vai ser mais rápido, já estamos na etapa de escrever e é muito mais colaborativo, bem menos sobre me afinar pessoalmente. Libera muito do meu processo mental para focar nas melodias e letras porque tenho esse grupo de músicos incríveis comigo que são capazes de contribuir muito.

E não é mais minha exclusiva responsabilidade na banda. É legal pra mim também ser capaz de delinear as responsabilidades entre The Strokes e CRX um pouco mais claramente; nos Strokes, eu basicamente contribuo só com a música. Eu não trabalho em letras com The Strokes. É mais o território de Julian [Casablancas] e estou lá para a música. Na CRX, está se tornando o caminho contrário, eles providenciam as músicas e eu venho com as coisas pra cantar com elas. Está sendo bem legal pra mim, e me sinto mais totalmente desenvolvido. Estou aprendendo um bocado, me tornando mais desenvolvido como compositor.

Estava me perguntando com o primeiro álbum se era como se você tivesse se dividir artisticamente entre o trabalho com The Strokes e CRX e como você diferencia os dois.

Tenho que fazer isso um pouco – mas não tanto, porque com The Strokes, não estávamos fazendo um disco. Estávamos num ciclo off e fiquei um pouco agitado e queria sair pra tocar. Agora que estou com dois projetos simultaneamente, às vezes você fica um pouco dividido quando tem que escrever algo e não sabe exatamente onde colocar, mas meus sentimentos são: se eu escrevo uma parte de uma música e acho que Julian poderia fazer algo melhor do que eu poderia [liricamente], então vai ali. Julian é um grande letrista, ele é um cantor extraordinário. Estou fazendo música com ele desde que eu tinha 13 anos de idade.

O que podemos esperar do próximo álbum?

Está cedo, estamos fazendo shows locais em Los Angeles frequentemente e tentando novo material. Tenho uma filha de 11 anos que se tornou obcecada com Talking Heads. Vivemos em Los Angeles então estamos no carro grande parte do tempo, ouvimos bastante Talking Heads, bastante de Pink Floyd. Então, rock-funk dos anos 70 você vai encontrar no próximo álbum da CRX, com certeza.

Fonte: V Magazine

Tradução: Equipe TSBR