SPIN: RESENHA DE COMEDOWN MACHINE

Abril 4, 2013 8:10 pm Publicado por

Dia 25 de março saiu uma review de Comedown Machine no site da Spin, que dá nota 6 ao disco. A tradução vocês conferem a seguir:

130325-the-strokes

 

 

Ninguém mais pergunta o que Strokes vão fazer a seguir. (“Nenhum resultado encontrado para “‘O que os Strokes vão fazer a seguir?’” Temos uma evidência!). Então quando o eletro de One Way Trigger explodiu nos fones de ouvido em janeiro, nos desafiando a não chamá-la de um tributo a A-Ha, seus sintetizadores animados e falsete maduro soaram como um surpreendente desafio. Adicione uma irônica piscadela do título do álbum, e claramente esses caras estão convidando todos a ter fortes opiniões sobre eles mais uma vez.

Não tão rápido. Nós, felizes sobreviventes do grande debate Strokes de 2001 podemos lembrar com carinho da energia juvenil dissipada na busca de determinar, com absoluta certeza, se esses caras eram gênios sexy salvando o rock ou ainda, pirralhos preservando-o. Mas não seremos enganados de novo, e nem você será. Seguros, profissionais obedientemente ultrajados emprestando um punhado de sucintos e não entusiasmados tweets sobre o “desapontamento” dos fãs sobre a nova direção da banda. (Imagina se o Twitter já estivesse por aí antes de Is This It?). Mesmo os britânicos, seu estranho investimento na destemida vitalidade dos Strokes, pareciam hesitantes sobre dar um veredicto final a Comedown Machine.

Aqui está: uma arranhada, mas aperfeiçoada banda pop que nunca foi menos que a soma de suas influências lança uma nova rede, ou talvez só esteja em águas diferentes. A abertura Tap Out falsamente te leva a uma erupção de guitarra antes de dar lugar, prematuramente, a um sintetizador que não é exatamente Smooth Criminal de Michael Jackson, mas exala vibrações indiferentes de Bad. Então as armadilhas de 80’s Comedown Machine ecoam como Prince ao infinito, enquanto seu sintetizador clássico-falso poderia funcionar se alguém decidisse recriar o álbum Asia sem realmente escutar Ásia de verdade. Happy Endings soa um pouco como Madonna em Holiday. E assim por diante.

A comparação em resumo se assemelha, ao menos superficialmente, à influência de Is This It, mas o hype carregado dos rapazes que certa vez juntaram os cacos publicamente de suas músicas favoritas que estão agora mais experientes e conduzem sua maestria de gêneros e eras. De longe, muito bom. E ainda, em vez de nos dar um álbum cheio de lembranças de The Strokes dos anos 80, a banda cai repetidamente numa imitação de si mesma. O single All the time é obedientemente rock o bastante, fornecendo um ponto show único da habilidade de Nick Valensi de condensar um solo como um navio numa garrafa. (Em outra narrativa, ele assinaria como um tocador de sessões com Dr. Luke e energizaria singles de Ke$ha, ou talvez apenas iria para Nashville.) Mas como uma concessão para quem pede que Strokes sejam mais como Strokes, é um soco e um dos muitos aqui.

O fardo de fazer algum sentido em tudo isso cai competentemente nos ombros de Julian Casablancas, cuja voz sobe ao menos uma oitava. Ele nunca precisou explorar suficientemente seu barítono de Iggy e quando ele brincou com essa similaridade no disco solo Phrazes for the Young, de 2009, ele não poderia ter se convencido mais que seu tédio tem importância crucial. Mas o falsete que ele ostenta em Comedown Machine orgulhosamente proclama “Eu sinto”. E talvez ele sinta.

As românticas e mundanas negociações que Casablancas uma vez heroicamente se recusou a trabalhar agora o deixam frenético e atormentado. Mas de “We don’t have to know each other’s name” para “I’ll play your game” e “You don’t have to try so hard”, o pai e marido soa como se tivesse sido reduzido a uma encenação. Quando ele sai com uma linha como “What kind of asshole drives a Lotus?” seu resmungo pode sugerir “I’ve seen it all before, baby”. Exceto que ‘it’ parece se referir a uma seleção do Netflix.

O lugar de Strokes na história poderia estar assegurado desde Is This It. Não para trazer o rock de volta: Jack White não precisou da ajuda deles (embora Vines tenha precisado), e um grupo pós-colégio buscando metas mais adequadas a seu apetite de que boy bands – e/ou mais guitarras urbanas do que o nu-metal tinha a oferecer – poderia ter satisfeito seus desejos de algum modo. Não, o que importa sobre essa banda era como o entusiasmo de seus fãs instigaram flutuantes críticas: a ascensão de The Strokes foi quando nós todos decidimos como iríamos discutir sobre babaquices online.

Então que objeto cultural vai atingir os colegiais de hoje e não ser grande coisa daqui a doze anos? Girls? Zooey Deschanel? Sim, algo na TV, provavelmente. Não apenas uma banda de rock, certamente, muito menos um disco de uma banda de rock. Algumas pessoas vão gostar muito dessas músicas. Outras não. Se um dos lados fizer grandes esforços pra convencer o outro, suas interações vão explodir a internet. E sim, num sentido menor, Comedown Machine mudou o mundo. Uma vez que o mundo só tinha 4 discos de estúdio de Strokes. Agora tem cinco.

Fonte: Spin

Tradução: Equipe TSBR

Tag: ,

Categorizados em: , ,

Este artigo foi escrito porNice

6 Comentários

  • Marisa says:

    Bom pelo que eu li o cara comparou Happy Endings com Holiday da Madonna e não tem nada haver, tá bem fora uma da outra! Já a One way trigger realmente se parece com Take On Me do A – Ha, Tap Out lembra um pouco Smooth Criminal do Michael e 80´s Comedown Machine um pouco do Prince. Ele só esqueceu de falar que 50/50 a introdução é a cara de Cant Stop do Red Hot Chili Peppers( eu ouvi as introduções das 2 e percebi isso!), slow Animals é igual a introdução de 15 Minutos deles mesmos e Chances também se parece com Machu Picchu na introdução. Call It Fate, Call It Karma lembra muito aquelas músicas dos filmes em preto e branco dos anos 30 na voz afeminada que o Julian faz num ritmo nostálgico!Mas eu gostei muito do novo cd que tá bem anos 80 com musica eletrônica, Rock e dance – pop e não vou pelas cabeças invejosas dos Críticos não! Os meninos dos Strokes tiveram uma mudança radical boa, do rock pesado pra dance – eletrônica eles sabem das coisas e é por isso que eles são a melhor banda de Rock dos anos 2000

  • Marisa says:

    Áh! Nesse novo cd eu só não gostei da polêmica One Way Trigger, que é terrível! (nunca pensei que os Strokes, uma banda séria pudessem fazer uma coisa dessas!) e Partners in Crime, já o resto eu gostei e por isso a minha nota é 10 para Comedown Machine!

  • Felipe says:

    Que resenha mais confusa, com exceção de One Way Trigger as comparações forem bem toscas… o álbum é ótimo, porém bem diferente dos outros, por isso a polêmica, esses críticos a todo novo álbum do Strokes ficam esperando um novo Ii This It…que tipo de crítica é essa que não consegue enxergar um artista fazendo oq todo artista deve fazer com o passar do tempo, que é se reinventar..

  • Alan says:

    concordo com o felipe…vcs q ficam esperando um novo “is the it”…vcs tem q se conformar com as novas criações dos strokes pq eles são artista, são musicos, e musico tem q ser assim…tem q sempre se reinventar e não ficar na mesma. A fase do “is the it” e dos outros albuns já passou…cada fase tem seu momento….e essa nova fase de comedown machine é um novo momento q eles tão vivendo com experiências diferentes e únicas esperimentando e buscando sempre coisas novas fazendo nos supreender com o resultado final de suas musicas. Curto muito eles… desde o primeiro album ouvindo todos os cd’s principalmente “comedown machine” q estou ouvindo agora mais recetimente.kkk
    É bom ver comentários aqui de vcs…me faz sentir ótimo ver q tem por aí outros fãs dos stro0kes 🙂 🙂 🙂

  • MatheusLopes says:

    Acho que eles fizeram um otimo trabalho. Em relação ao album, as musicas são boas demais para os criticos, que se reservam no passado.

    • JM Ribeiro says:

      Eu não consigo parar de ouvir o último dos Strokes desde a primeira vez. Só ouço o Machine, e da primeira a última faixa. Não vejo a hora do meu vinil chegar para ouvi-lo na “vitrola” assim, como se ouvia nos anos 80, a maior inspiração desse álbum! Diga o que quiserem, para mim, um clássico instantâneo.