CONTACTMUSIC.COM: RESENHA DE COMEDOWN MACHINE

Resenhas continuam vindo e a ansiedade aumentando. Leiam um pouco mais sobre CM no texto que traduzimos do site especializado em música contactmusic.com.

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Contactmusic.com: Comedown Machine

Quando os nova-iorquinos de The Strokes irromperam em 2001, eles foram rotulados juntamente a semelhantes como The White Stripes, The Hives e The Vines na explosão de rock de garagem. O que os diferenciava era seu disco de estreia; Is This It era e ainda é considerado um disco de guitarras clássico trazendo consigo enormes expectativas. Em lançamentos posteriores faltou coerência entre momentos ímpares de brilho, mas no quinto disco vemos o quinteto redescobrindo uma fórmula da vitória.

Comedown Machine não é um retorno para a pegada crua lo-fi que caracterizou as origens do lançamento dos Strokes, mas isso de nenhuma maneira é prejudicial. O ponto de referência dessa vez são as bandas de pop dos anos 80 – Human League, A-ha –, e os cortes de ritmos e guitarras que sustentam Tap Out são uma deliciosa combinação com o falsete descontraído de Julian Casablancas. O single mais recente, All The Time mostra a banda em território mais familiar, uma brincadeira rock n’ roll apresentando um trabalho de guitarra legal sem maiores esforços, antes da liberada para download One Way Trigger dispor de um groove divertido que nunca antes havia feito parte nitidamente do repertório do grupo. O clima é levado em sequência para Welcome To Japan, uma faixa que Prince poderia se orgulhar de chamar de sua e você provavelmente vai encontrar uma necessidade involuntária de embaralhar junto.

O miolo do álbum conta com duas de suas faixas mais lentas em forma da sinuosa 80’s Comedown Machine e Slow Animals. Essa última destaca o caráter imprevisível do quinto disco, com mudanças dinâmicas de melodia que se encaixam perfeitamente embora estejam longe de serem óbvias. Cravada entre as duas está uma peça eletrizante chamada 50/50, um ataque de som sanguinário que sem dúvidas terá seu riff principal imitado sem parar e é o apoio perfeito para o estrondo entregue por Casablancas. O único comentário negativo que pode ser feito é que ela é a faixa mais curta de todas aqui. Desculpas pela gana.

Na seção final do disco a banda poderia ser perdoada por perder um pouco do pique, mas eles não perdem. Fortemente carregada de sintetizadores, Chances combina com The Killers quando homenageia o movimento do New Romanticism, enquanto o riff de Happy Endings não podia ser mais apto para uma faixa com tal nome. Ela oferece uma última oportunidade de calçar seus sapatos dançantes e aproveitar o rejuvenescimento dos Strokes, pois esta é a sonoridade de uma banda que entrou em sintonia e produziu uma coleção de músicas com que vocês e crucialmente eles podem se divertir. É esse fator que os caracteriza cumprindo a promessa de sua estréia e, embora Comedown Machine não possa ter o mesmo impacto sobre o cenário musical, é definitivamente muito válido investir seu tempo nele.

Fonte: contactmusic.com

Tradução: Equipe TSBR

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