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Assista: The Libertines faz mashup de músicas de The Strokes e The Clash ao vivo

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Os britânicos do Libertines se apresentaram ontem em um show secreto improvisado na casa londrina The Blues Kitchen, com capacidade para 265 pessoas. É o menor show da banda desde 2004, como aponta a publicação da NME.

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Com aproximadamente duas horas de duração, o setlist contou com 28 músicas, entre elas faixas de seu próximo disco, Anthems For Doomed Youth, e oito covers, incluindo um mashup entre as músicas “Someday” (The Strokes) e “Rudie Can’t Fail” (The Clash), que pode ser assistido no vídeo a seguir:

Apesar de não existirem muitos relatos de relações amigáveis entre as duas bandas, esta é a segunda vez que integrantes do Libertines fazem cover dos Strokes. Relembre a versão acústica de Pete Doherty para “The Modern Age”:

Tradução: Gordon Raphael conta algumas histórias de The Strokes para NME

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Gordon Raphael NME jan2015

 

“Histórias sobre os Strokes? Eu tenho um bocado delas…”

Por Jamie Fullerton
Tradução Equipe TSBR

Você provavelmente conhece Gordon Raphael como o rosto que não pertence a um dos integrantes de The Strokes – mas ganhou o mesmo destaque que eles – no encarte do seu clássico álbum de estreia de 2001, “Is This It”.

Gordon produziu esse disco em seu estúdio de porão em Manhattan, assim como o seguinte “Room on Fire” de 2003, capturando o som da banda como só ele soube. Ele foi substituído para o terceiro disco da banda “First Impressions of Earth” por David Kahne, produtor de Paul McCartney, e vive em Berlim desde 2005.

Agora ele está prestes a vir ao Reino Unido para uma série de shows no estilo pergunta e resposta. Felizmente, ele está disposto a aceitar que irá passar a maior parte do tempo respondendo um bocado de perguntas sobre como era estar no circulo de convivência de Julian Casablancas e sua gangue. “Bem, eu realmente tenho um monte de histórias sobre o tempo que passei com esses caras,” ele diz.

Alguns dos ganchos serão doces e positivos. “Eu lembro quando passeava por East Village e encontrei Albert Hammond Jr em seu pequeno terno e uma caixa embaixo do braço,” Raphael relembra. “Ele estava tipo, ‘Ei Gordon, olhe a capa!’ Era a capa do The Modern Age EP, que eu tinha acabado de produzir para eles. Ele ia para cima e para baixo em lojas de discos em St. Mark’s Place perguntando se ficariam com algumas cópias para colocar à venda.”

Algumas lembranças não são tão agradáveis, como da vez em que Julian lhe atormentou sobre não ter assinado um contrato adequado para produzir The Modern Age EP depois que ele transformou The Strokes na nova banda mais empolgante do mundo. “Ele veio até mim – eu podia sentir o cheiro de álcool – e ele me abraçou,”diz Gordon. “Então ele me olhou e disse ‘Você não gostaria que tivéssemos feito um contrato? Você está recebendo nada desses discos que estamos vendendo’ Eu disse, ‘seu babaca!’”

Gordon não trabalha com uma banda do nível dos Strokes desde então, mas ele esteve muito perto de produzir o disco de estreia de The Libertines. A banda implorou para que ele aceitasse, mas a gravadora deles, Rough Trade, vetou a opção. “Eu estava em uma festa pós show dos Strokes em Londres, muito chapado,” ele conta sobre a primeira vez que conheceu Pete e Carl. “Pete tinha 19 anos, usava um chapéu e um velho terno inglês, ficou de joelhos, deslizou seu chapéu pelo braço até a mão e cantou para mim uma velha música inglesa. Aquilo derreteu meu coração!”

O segredo dele para continuar cativando conversas, além de relembrar tóxicos encontros com lendas do indie rock? Como sua técnica de gravação com os Strokes, é simples e efetivo: “Eu visto roupas legais, subo no palco então apenas peço para que as pessoas façam perguntas!”

TRYING YOU LUCK EM PROJETO DE CARIDADE ANTI-SUICÍDIO

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A música Trying Your Luck dos Strokes deve ser incluída em um CD compilação intitulado “Xpress” com fins de arrecadar fundos para a campanha de caridade CALM, cujo principal objetivo é prevenir o suicídio masculino no Reino Unido (em 2011, suicídio representou o maior índice de mortes de rapazes na Inglaterra e País de Gales de que as mortes em estradas, por assassinato e aids combinadas).

Dirigido pela companhia Quenched Music, o projeto Xpress busca reforçar os inúmeros benefícios da expressão artística e ser uma vitrine para os muitos métodos alternativos que as pessoas têm de compartilhar seus sentimentos, pensamentos e emoções que em caso de serem guardados, podem tornar-se destrutivos.

O diretor do projeto Ben Tallon, em entrevista com Eric do thestrokesnews.com, explicou ter escolhido Trying Your Luck para fazer parte do CD porque ela se desenvolve liricamente com bastante indecisão e “[…] se você fala com alguém que está sofrendo de depressão, este é um traço comum da doença. Você pode escolher qualquer trecho dessa música e vai haver alguém capaz de relacioná-lo a suas próprias circunstâncias no momento em que está ouvindo.”

“A música em si é bem tocante para mim, é um tanto solene. Eu acho que nós nunca podemos decifrar totalmente algo tão pessoal e insular, mas essa é a beleza de todo este projeto – que todos nós podemos comunicar emoções através da arte, mas somente o criador poderia realmente saber os funcionamentos internos do resultado”, diz Tallon.

A compilação de 17 músicas – que conta ainda com música de The Libertines – só sairá no dia 3 de maio depois que alcançar 6 mil dólares em crowdfunding (até o dia 15 de março) no site www.indiegogo.com/xpress, onde você também pode conhecer mais sobre o projeto.