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Assista: The Libertines faz mashup de músicas de The Strokes e The Clash ao vivo

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Os britânicos do Libertines se apresentaram ontem em um show secreto improvisado na casa londrina The Blues Kitchen, com capacidade para 265 pessoas. É o menor show da banda desde 2004, como aponta a publicação da NME.

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Com aproximadamente duas horas de duração, o setlist contou com 28 músicas, entre elas faixas de seu próximo disco, Anthems For Doomed Youth, e oito covers, incluindo um mashup entre as músicas “Someday” (The Strokes) e “Rudie Can’t Fail” (The Clash), que pode ser assistido no vídeo a seguir:

Apesar de não existirem muitos relatos de relações amigáveis entre as duas bandas, esta é a segunda vez que integrantes do Libertines fazem cover dos Strokes. Relembre a versão acústica de Pete Doherty para “The Modern Age”:

O futuro de The Strokes + “One Way Trigger” ao vivo

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Faltando exatamente um mês para o show dos Strokes no Governors Ball, o website Gigwise publicou hoje o trecho de uma entrevista com o guitarrista Albert Hammond Jr onde ele fala sobre o futuro da banda. E, diga-se de passagem, soa como um ótimo futuro.

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“Eu sei que quando The Strokes sair em turnê novamente, será porque nós lançamos alguma coisa – apesar de não termos feito turnê no último disco. Fazer alguns festivais antes de lançar algo é uma espécie de preparação para a grande máquina, isso meio que ajuda todos a se prapararem, mentalmente, financeiramente e te traz de volta para o seu público. Você pode ver a reação do público com sua música e você simplesmente sente tudo novamente.”

Ao decorrer do texto, algumas informações interessantes se sobressaem, como a preferência dele por shows menores e o mais importante: Julian estaria gravando material novo para os Strokes. “Acredito que isso vai começar algo, é sempre assim, mas ainda é muito cedo. Ele [Julian] está mergulhado em seu trabalho solo e eu não posso começar a perturbá-lo, tipo ‘o que estamos fazendo?’. Sei que ele está cantando uma música que gravamos e ele está tentando fazer algo no estúdio, então veremos”, nas palavras de Albert.

Em abril, Julian concedeu entrevista no Chile (que você pode assistir aqui) onde ele menciona algumas vagas intenções de gravar material novo com a banda. Albert também já havia dado dicas de um futuro positivo para os Strokes em entrevista para a NME, que chegou a escrever que é esperado um novo álbum para 2015 (!).

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(Clique na imagem para ampliar. / Créditos: shesfixingherhair.co.uk)

“Eu imagino que haverá atividade dos Strokes ao longo do ano e, em seguida, espero que – talvez – um álbum no ano novo. Esse é o sonho. Estou dizendo que vai acontecer? Não. Mas eu estou dizendo que é o que está definitivamente, provavelmente, na mente de todos. Nós definitivamente não somos uma banda que tocaria nesses shows [Governors Ball Music Festival, em junho] apenas por tocar de forma aleatória.”

Portanto, tudo indica que os próximos meses serão repletos de novidades da banda e de seus integrantes. Ao menos Julian e Albert, porque além de tudo isso descrito acima, o disco solo de Casablancas com a banda The Voidz está previsto para sair até o fim do ano, e Hammond já tem material para um novo disco solo (sim, disco!), que ele pretende começar a gravar em junho.

Enquanto o Governors Ball, os novos discos solo e o sexto disco não chegam, a novidade concreta desse post é a versão ao vivo de “One Way Trigger” cantada por Albert ontem (06 de maio), em Newcastle, Reino Unido. É a primeira e única música do Comedown Machine que temos ao vivo até o momento.

Assista a seguir:

[Atualizado em 12/05/2014]

No vídeo divulgado pela NME, Albert diz que os ensaios para o Governors Ball começam dia 20 de maio. Assista aqui.

Julian Casablancas e Honor Titus na NME

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Honor Titus (Cerebral Ballzy) entrevistou Julian Casablancas para o especial “Heroes” que veio na NME de março de 2014. Julian falou sobre Lou Reed e Bob Marley, e vocês podem conferir nossa tradução a seguir:

Julian Casablancas e Honor Titus não poderiam chegar ao local escolhido para essa cúpula de heróis NME – uma casa na suburbana Austin, Texas, no último dia do SXSW – de forma mais diferente se eles tentassem. Primeiro? Um veículo enorme disponibilizado pelo festival onde Julian tocou com sua nova banda, The Voidz.  O último? De braços abertos no teto do maltratado ônibus de turnê do Cerebral Ballzy, que parece uma torradeira com rodas, tendo sacrificado o seu lugar dentro da van para que eu pudesse me espremer entre os skates, bongs e os suados companheiros de banda.

A incongruência de pegar esta permanentemente chapada rua do punk de Manhattan para entrevistar o rei de Nova Iorque não é ignorada por ninguém, mas uma vez que os dois vocalistas se veem, sorrisos e abraços fraternais surgem. Julian assinou com Ballzy para a Cult Records, e eles se tornaram amigos rapidamente – cheque os elementos mais hardcore da nova música de The Voidz para ter uma prova disso.

Além do mais, apesar de ter feito nada menos que quatro shows no dia do nosso encontro, Honor passou a tarde trabalhando numa série de questões para seu novo chefe…

(mais…)

THE STROKES EM LISTA DE FIM DE ANO + ALBERT SOBRE O NATAL PARA NME

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Fim de ano, época de listas de músicas e discos. Alguns números emplacados por The Strokes e Albert Hammond Jr em 2013:

  • 41º lugar para Comedown Machine na lista de melhores do ano da NME — Albert comentou suas três faixas favoritas do disco para a revista, tradução abaixo da imagem:

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“Happy Ending” — Eu amo o refrão – faz com que você queira cantar com Julian. Soa divertido.
“One Way Trigger” — Para mim parece triste, mas é bom que ela seja triste. Eu acho que soamos diferente do primeiro disco. É um tempo diferente na vida.
“Welcome To Japan” — É na verdade uma música que Nick [Valensi, guitarrista] tinha. Então é uma mistura de duas músicas e nós jogamos fora a outra música.

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Albert respondeu ainda algumas perguntas rápidas sobre o Natal e o que aconteceu em 2013 para a NME. Tradução a seguir:

ALBERT4NMEXMASQual foi seu pior Natal?

Ano passado eu estava adoentado e sozinho em meu apartamento. Eu tinha terminado com a minha namorada e todo mundo estava com suas famílias. Eu só assisti filmes, fechei as cortinas, comi miojo e tomei Vick. Foi bem deprimente. Este ano vai ser maravilhoso, mas meu Deus, você pensa em muitas maluquices quando está sozinho desse jeito.

O que você vai lembrar de 2013?

Eu gravei e lancei as melhores cinco músicas que já escrevi. Sei que estou em uma banda de sucesso, mas apenas sendo o guitarrista e não o cantor, não é um dado que se possa voltar atrás. Eu não quero ser chato sobre isso, mas estou totalmente correndo o risco.

Qual música de Natal você secretamente queria poder ouvir durante o ano todo?

“The Chipmunk Song” de Alvin e Os Esquilos. Christmas With The Chipmunks foi o primeiro vinil que eu tive quando era criança.

Conte-nos uma piada de Natal.

Rosas são vermelhas, violetas são azuis, se não fosse o Natal, seríamos todos Judeus.*

*A rima está em inglês.

 

 

MORRISSEY CITA JULIAN CASABLANCAS EM TRECHO DE SUA AUTOBIOGRAFIA

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O ex-vocalista dos Smiths comenta em sua recém-lançada autobiografia (de título Autobiography) um episódio envolvendo a imprensa britânica e o líder dos Strokes, Julian.

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Confira a tradução do trecho abaixo:

“Uma longa carta manuscrita chega de Julian, que canta com a banda The Strokes. Ele está com raiva e pediu desculpas por uma entrevista recente da NME que traz uma citação dele me chamando de ‘bicha’. Julian escreve que tal comentário nunca foi feito, nem jamais seria, e que o jornalista havia simplesmente falsificado um parágrafo inteiro.

Você não pode esperar
Para subornar ou torcer,
Graças a Deus! o
Jornalista britânico.
Mas, vendo o que
O homem vai fazer
não corrompido, não
Há oportunidade.

Humbert Wolfe (1886-1940)”

Autobiography, de 480 páginas, somou 35 mil cópias vendidas na primeira semana de lançamento, batendo o recorde britânico para autobiografias musicais, que era de Keith Richards (Vida), com 28 mil.

NEWSLETTER DE RYAN E RETORNO EM 2014 + UMA DÉCADA DE ‘ROOM ON FIRE’ + ‘IS THIS IT’ EM LISTA DE DISCOS PERFEITOS DA NME

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A última atualização sobre The Strokes enviada por Ryan Gentles (empresário da banda) via email começa assim:

Hey folks, while The Strokes are toiling and writing, looking at 2014 for a return to the scene, Albert Hammond Jr. has been busy on his solo EP…

Animadora, a newsletter sugere que os Strokes estão trabalhando e escrevendo músicas para um retorno em 2014. No entanto, a Billboard entrevistou Albert, que deu uma informação diferente.

“Não sabemos ainda […] Não há novidades ou outras informações. Não estamos escrevendo, nem fazendo algo do tipo – talvez estejamos individualmente, mas não é como se estivessemos em estúdio ou algo parecido.”

Apesar de dizer isso assim, sem medo de soar pessimista, ele continua: “Há algo em nossa química que funciona. […] Acho que as pessoas sempre querem algo imediato, e eu acredito que o melhor sempre será algo bem calculado. Uma coisa boa simplesmente terá mais impacto de que uma coisa imediata.”

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Room on Fire completou a primeira década de lançamento ontem (20) e temos a semana inteira de comemorações e homenagens em nossas redes sociais. Acompanhem tudo através de nossas contas no Facebook e no Twitter.

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Is This It emplacou mais uma lista da NME. Desta vez foi a de “discos perfeitos do começo ao fim” e o álbum ficou na terceira posição. Confiram a lista completa no site da revista clicando aqui.

TRADUÇÃO DA NOVA ENTREVISTA COM ALBERT HAMMOND JR PARA A NME (SETEMBRO)

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Albert anda bem popular na NME… Depois da entrevista na última edição de agosto que traduzimos aqui, o guitarrista falou um pouco mais à revista na edição seguinte, da primeira semana de setembro de 2013. É uma entrevista mais interessante e com maiores detalhes, que nós também traduzimos e que vocês podem ler logo abaixo das scans:

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Drogas, The Strokes, o futuro: Albert está limpo

Na iminência de lançar um novo EP solo pela gravadora de Julian Casablancas, Albert Hammond Jr fala para Matt Wilkinson sobre algumas relações tóxicas

Eu escuto Albert Hammond Jr mesmo antes de poder vê-lo. Deitado num sofá perto da janela do escritório dos empresários dos Strokes no East Village de Manhattan, ele solta um “Hey, maaaan” com um sotaque de Los Angeles, de dentro das sombras. Quando chego nele, ele está rodeado de recordações gloriosas – NME Awards, um grande mapa cheio de alfinetes em cada continente conquistado, discos de ouro, discos de platina, capas de revistas emolduradas, expandidas em proporções além da vida real. Até mesmo as canecas de café aqui possuem as palavras “The Strokes” em letras grandes, destacadas de blockbuster. Parece o lugar perfeito para um grupo de nova iorquinos experientes planejarem a conquista do mundo.

Mas claro, os Strokes não têm feito muito isso ultimamente. Como “Comedown Machine” veio e foi – talvez o mais fraco lançamento de um álbum de uma banda ativa que ainda significa alguma coisa para alguém – o seu silêncio nas rádios falou mais alto, um vasto leque que longas perguntas que são deixadas sem resposta de forma agoniante, sobre a relação interpessoal da banda e o futuro deles como um todo.

Hoje, com Albert organizando o lançamento de AHJ, um novo EP solo na gravadora Cult Records de Julian Casablancas, nós chegamos de alguma forma perto da causa desse silêncio. Desde o início, o seu entusiasmo pelo disco é contagiante. Produzido pelo companheiro de longa data Gus Osberg e com Julian Casablancas dando conselhos numa frequência quase que diária, ele está convencido que as músicas são as melhores que ele já escreveu sozinho. Além disso ele está perto de cair na estrada com sua banda solo – isso é o que ele quer fazer “mais do que tudo”. “Eu tocarei em qualquer lugar, cara, literalmente em qualquer lugar,” ele ri, completando que abrir para o Arctic Monkeys cairia bem. Mas talvez a parte mais atraente da nossa conversa é a própria história do músico de 33 anos. Essa é a sua primeira entrevista como carreira solo em anos, e ele está disposto a se abrir.

A parte engraçada sobre AHJ é que como em seus dois primeiros álbuns solo – Yours To Keep (2006) e ¿Como Te Llama? (2008) – muitas pessoas estão propensas a analisar a fundo as letras das músicas. Como os melhores materiais dos Strokes, suas músicas são de um rock de garagem dançante na superfície. Mas enquanto as composições de Julian são mais enigmáticas, Albert traz uma fachada mais confessional. Em Strange Tidings, onde ele soa assustadoramente como Tom Petty, ele canta “I can’t believe I lost my mind”.

Em 2009, Albert teve uma bem comentada reabilitação, da qual ele falou de certa forma quando os Strokes concederam entrevistas durante o lançamento de Angles, em 2011. Entretanto nenhuma delas foi tão longe em detalhar a verdadeira gravidade dos problemas dele. Heroína foi mencionada, mas então também o cansaço e desaventuras amorosas.

“Na época do segundo álbum, eu diria ‘Eu estava em um lugar escuro, cara, eu estava em um lugar muito escuro’,” ele diz hoje, zombando de seu eufemismo. “Só agora sou capaz de entender ou falar sobre aquele período, e já faz quase quatro anos.” Ele “sempre” usou drogas, diz ele, mas entre 2006-2009 as coisas saíram do controle. “Era, tipo, oxis e cocaína durante os 24, 25, 26. E eu fiquei viciado em heroína depois. Então de 26, 27, até 29…”

Hoje, resplandecente em uma camiseta preta de mangas curtas, jeans preto e Converse preto, ele usa camisetas sempre e todo feliz.

“Não é que eu não estava em um lugar feliz. Eu estava apenas… Deus sabe onde eu estava. Eu estava apenas muito chapado. Eis onde eu estava.”

Quão ruim era?

“Você quer que eu seja específico? Eu não ligo, mas sim, eu usava cocaína, heroína, ketamina. Tudo junto. Dia, noite, 20 vezes por dia. Você sabe, eu estava uma bagunça. Eu olho para trás e não me reconheço. Eu fiz minha própria coisa. Quero dizer, você tem momentos que está bem. E se alguém te encontra, você parece bem. Mas eu lembro que uma vez estava mostrando uma música para alguém e eu estava usando uma camisa curta e [aponta para os pulsos]… estava tudo roxo [reproduz as marcas] tudo por aqui. E então eles perguntavam a alguém – ‘você viu o Albert, ele parece louco?’ Foi quando eu comecei a usar mangas longas. Eu tenho essas tatuagens há muito tempo e eu ainda tenho pessoas chegando para mim, ‘Oh, você fez tatuagens novas?’ E eu fico, ‘Não, você apenas nunca me viu com uma camiseta de mangas curtas…’”

Ele riu quando eu falei que pensei nisso quando eu entrei ali naquela manhã. Ele recentemente leu e ficou surpreso com edição da NME que traz Pete Doherty na capa, onde o integrante do Babyshambles descreveu suas próprias tentativas mal sucedidas de ficar limpo.

“Eu não entendi o que ele estava dizendo. Ele dizia ‘Se você alcança certo ponto e não para, você deve continuar.’ Eu pensei, ‘O que? Não, isso faz sentido para que você pare.’”

Com Peter, eu respondi, acho que é mais sobre deixá-lo a salvo no lugar mais seguro possível ultimamente.

“Eu não quero ser isso. Eu não quero ser assim. Acho que as drogas foram uma boa maneira de sair da própria cabeça. Você curte por algum momento, ela te ajuda a ir a novos lugares. Mas depois faz com que você pare de crescer e te coloca num nível em que você não está tão bom como poderia ser – para mim. Não estou julgando. Usei drogas pesadas e por um longo tempo, então não estou em posição de julgar, de maneira nenhuma julgaria. Alguma coisa clicou um dia, e eu saí dessa.”

Albert está mais aberto para falar sobre essas coisas agora porque “Eu senti que não consegui deixar claro como eu estava me sentindo” durante a divulgação de Angles. Mas ele ainda é cuidadoso sobre o que você imaginaria ser um assunto menos difícil: The Strokes.

“Quando você está fazendo sua própria música que você está empolgado, falar sobre as coisas do The Strokes é sensacionalizado muito tão facilmente.”

Respondo que eu não posso não perguntar sobre os Strokes, que todos os fãs deles ao redor do mundo estão se perguntando o que diabos está acontecendo nesse momento.

“Não, claro, mas também deve existir uma compreensão de que sou um quinto de algo, e eu não quero que pareça aos fãs que eu utilizei essa entrevista para falar coisas, [como se estivesse] tirando proveito [da oportunidade]. Eu guardo com muito carinho o que nós temos juntos como amigos. Só sou muito cuidadoso com como as coisas são ditas, porque eu não quero que algo seja interpretado de outra forma e então me tornar o rosto de quem disse tal coisa.”

Ele não se importa em falar sobre The Strokes, mas ele não vai de fato falar sobre eles. Sobre os planos futuros? Nada concreto aparentemente. Expectativas de uma turnê? “Sem comentários.”

Pergunto a ele a razão da banda não conceder entrevistas sobre o último disco.

“Nós apenas decidimos mantê-lo assim [com uma tampa]. Pensamos que seria legal manter um silêncio sobre ele, ver o que um disco faria se você pudesse apenas ouvi-lo.”

Um ponto justo, mas que se confronta com o que ele disse sobre a campanha de entrevistas do Angles, onde a banda foi caracterizada como se estivessem entre desacordos. “Olha, eu sinto que a imprensa entendeu tudo errado,” ele diz daquele período.

Então por que não juntar os cinco agora para deixar tudo esclarecido?

“Mas isso seria o…? Apenas parece que… Eu nem sei as palavras. Seria apenas esquisito.”

Pergunto onde, falando figurativamente, os cinco Strokes estão naquele minuto, e ele dá uma imagem mais agradável (“Estamos em um ótimo lugar!”). Ele tocou com o guitarrista Nick Valensi em um tibuto a Bob Dylan em Dublin recentemente, é ainda muito próximo do baixista Nikolai Fraiture e baterista Fab Moretti.

Eu me coloco como testemunha ocular durante a sessão de fotos para a NME. Estávamos fora do escritório, nas ruas ensolaradas de Manhattan com Albert, quando no fim da rua avistamos a inconfundível figura de um Fab bigodudo. Os dois se vêem, acenam amigavelmente, e continuam com seus afazeres. Eles vão se falar mais tarde, Albert diz.

Agora, ele está pronto para voltar pro EP. Ele pega o celular para nos mostrar a capa, fala animado sobre como ele ficou tão viciado em Metallica que deve inclusive fazer cover de uma de suas músicas, divaga sobre seus discos favoritos (de Car Trouble do Adam & The Ants, a Is This Real? do Wipers). Ele parece estar muito feliz de ainda estar aqui, tocando música, alegremente sóbrio.

“Nos primeiros dois anos você está meio que na borda e vendo o rio ir passando, e isso é o mundo,” ele diz sobre a vida sem as drogas, “Você fica tipo, ‘Por que não sou parte disso? Como eu entro?’ Mas você simplesmente não pode. Você é um intruso.”

Albert faz um balanço por um segundo quando pergunto onde ele está pisando agora.

“Sabe… estou confortável comigo mesmo, eu acho.”

Cult Status

Como é a atitude do Julian sendo o dono de uma gravadora?

Albert: “Falei com Julian sobre querer lançar algo na Cult Records desde que ele a começou. Ele fez, ‘Vamos lançar uma música.’ Então eu falei, ‘Tudo bem, vou começar a trabalhar com o Gus [Oberg] e talvez depois que fizermos algumas músicas terá uma que seja divertida.’ Eu mandei para ele a primeira, Cooker Ship, e ele ficou aturdido. Recebi um e-mail de volta com um milhão de ‘sim’! Não ia ser originalmente um EP, ia ser apenas uma música, depois iam ser duas, depois seriam três. Julian ficou, ‘vamos coroar nessas três.’ Mas depois eu fiz, ‘Bem, eu tenho mais uma, e ele disse, ‘Essa é boa, faremos quatro.’ Então novamente, eu fiz ‘…eu tenho mais uma.’ Ele fez, ‘Nós temos que parar agora… mas essa foi a sua melhor!’”

TRADUÇÃO DA ENTREVISTA COM ALBERT HAMMOND JR PARA NME (AGOSTO)

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Na edição de Agosto de 2013, a NME publicou uma entrevista com Albert Hammond Jr, traduzida a seguir.

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The Strokes voltaram com um quinto álbum, “Comedown Machine” em março, mas em vez de colocar a música pra tocar, a máquina ‘da volta’ não está em movimento. Os cinco não posaram para fotos para promover o álbum, muito menos fizeram um show ou falaram com jornalistas. E isso não vai mudar agora. “Isso foi tudo, e falar sobre isso agora ia acabar com a ideia de não falarmos sobre isso”, diz Hammond Jr para a NME depois de ser DJ num evento para a Converse, no salão de tatuagem The Circle, em Londres. Mas ele deixou escapar que a história dos Strokes não chegou ao fim ainda. “Em algum momento vamos fazer algo e falar sobre isso e vai parecer bom. Só parece muito parcial ou estranho ou não divertido quando não é um esforço do grupo, mas tudo está ótimo. Julian e eu somos realmente bons amigos.”

Então ainda vai ter mais material dos Strokes? “Sim”, ele disse, hesitante. “The Strokes estão sempre abertos… sempre tem algo. Não estou dizendo em nome da banda, só como eu vejo, como parece – como se tivéssemos passado da fase de não fazer coisas.”

Enquanto isso, Albert está de volta com um novo EP de cinco faixas, seu primeiro material solo desde 2008 “Como Te Llama?”. Com as novas faixas “Cooker Ship”, “Rude Customer”, “Strange Tidings”, “Carnal Cruise” e “Saint Justice”, deve ser lançado pela gravadora Cult Records do amigo Julian Casablancas, em setembro*. Gravado no estúdio que Albert tem em casa, ao contrário do seu primeiro álbum solo “Yours To Keep” que conta com inúmeros colaboradores, neste novo material os únicos músicos que você ouve são Hammond e Matt Romano, um colaborador de longa data. Parece também que o guitarrista encontrou um novo som. “É a coisa mais agressiva que eu já escrevi. Duas das canções são realmente agressivas e estou empolgado para tocá-las ao vivo. Sinto totalmente como se fosse a melhor coisa que eu já escrevi, de longe.”

Hammond estava de fato tão empolgado que ele não conseguia parar – o EP seria um single. “Gravei uma faixa com Gus Oberg, meu produtor. Mostrei ao Julian e ele fez ‘Legal, vamos lançar num single’. Eu disse ‘Tem mais uma’, então tentamos as duas e antes que eu me desse conta corríamos o risco de ter um disco inteiro. A ideia era lançar algo logo, porque um álbum é um processo muito maior e não queríamos demorar tanto.” O tema é variedade: “Cada música é um pouco diferente, mas o gancho comum é minha guitarra. Faço um solo em cada uma, o que é realmente excitante. Quando minha mãe ouviu uma delas, ela estava como ‘Oh, wow, é você tocando?’ Ela disse de uma forma positiva!”

Albert disse que não sabe se vai vir um álbum inteiro a seguir. “Só sinto que o ciclo de fazer um álbum e uma turnê é tão…”, ele parou. “Descobri umas coisas com Julian e queremos fazer as coisas depressa. Esperar cinco meses para lançar algo que você levou cinco meses pra fazer te faz sentir um pouco velho.”

A positividade irresistível de Hammond vem de uma fase difícil – ele lutou contra as drogas durante a promoção do quarto álbum dos Strokes, “Angles”, em 2011.

“Eu cedi à vida rock n’roll, acho. Em vez de ceder minha vida toda, cedi por um período de alguns anos. Você faz isso primeiro para sair da sua própria cabeça, e você pensa as coisas de forma diferente. Então chega num ponto que você está fora da sua cabeça e não está pensando em nada, e quando chega nessa situação você se perde da música, então qual o objetivo? Música foi a primeira droga que me deixou aceso, e acho que as drogas te levam numa nova direção, então você esquece que precisa parar.”

Isso contribuiu para o atraso no trabalho solo? “Em parte, talvez, mas começamos a fazer coisas dos Strokes, então é um dar e receber, fazer aquilo e fazer suas próprias coisas. Ou você está ensaiando, ou fazendo turnê, então é difícil encontrar tempo. Mas música é uma daquelas coisas que você não pode apenas se sentar e fazer, você realmente precisa estar relaxado e não se importar com o dinheiro ou o que está fazendo, então as coisas acontecem. Como quando você é criança, só tocando música e é divertido e você fica tonto. Eu fui muito sortudo – tenho uma banda incrível e pessoas incríveis perto de mim que me inspiram – e estou prestes a lançar o que acho que é a melhor coisa que já fiz.”

*Embora a matéria afirme que a data de lançamento seria em setembro, na página da Cult Records, a data de lançamento para o álbum AHJ é 08 de outubro de 2013.

Agradecimentos pelas scans: She’s fixing her hair.co.uk