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#FuturePresentPast: saiba tudo que aconteceu com os Strokes durante o mês de junho

1 ano atrás por Tata Categorias: , , , , , , , ,
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O final do mês de maio e todo o mês de junho foi cheio de ótimas

novidades sobre o nosso quinteto nova-iorquino favorito, a começar pelo lançamento do EP de três músicas e um remix: Future Present Past. É o primeiro lançamento da banda no selo de Julian Casablancas, a cada vez mais estimada Cult Records (clique na imagem abaixo para ouvir o EP no Spotify).

FPP

O EP pôde ser comprado em vinil, em cinco opções de cores (as cinco do arco-íris da capa), em ações de parcerias com empresas e lojas de discos.

vinis

Foto: @toddruof no instagram

Outra ação envolvendo produtos que nos fez nos contorcer foi a abertura da loja pop up em Nova Iorque, o único lugar onde era possível comprar essa jaqueta…

pop up

O lançamento do EP foi acompanhado de dois ótimos shows, cheios de novidades nos

setlists, incluindo a estreia de todas as três novas músicas e o retorno de músicas que não eram tocadas desde a turnê do First Impressions of Earth (entre dez e seis anos atrás), além de um cover de Clampdown do The Clash, que a banda tocou em 2004 durante shows da turnê do Room on Fire. Assista a seguir o show completo no Governors Ball, e confira os setlists das duas últimas apresentações.

(mais…)

 

Ouça: “Born Slippy”, música de Albert Hammond Jr para seu novo disco Momentary Masters

2 anos atrás por Tata Categorias: ,
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Albert lançou hoje a música “Born Slippy”, faixa de abertura de seu novo disco Momentary Masters, que tem lançamento marcado para o dia 31 de julho no Estados Unidos (datas internacionais serão divulgadas em breve).

O nome do disco é inspirado em um trecho do livro “Pale Blue Dot” de Carl Sagan, que diz “A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pense nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, em sua glória e em seu triunfo eles pudessem ser os soberanos momentâneos de uma fração de um ponto”. Ele traz esse conceito de “soberania momentânea” e triunfo para o seu processo de composição.

“Eu sinto como se as melhores músicas que eu escrevi, assim que eu terminei, eu fiquei tipo, ‘Oh meu Deus, eu fiz isso!’ Mas na mesma fração de segundo que vem, esse sentimento vai embora. É a mesma coisa quando você encontra a felicidade plena, você também encontra esta tristeza profunda. Eu sinto que isso é ser criativo: é você saltando com emoção e o que você captura nesses saltos. Aceitar onde você está e fazer uso disso”, ele declarou, em release divulgado pela sua nova gravadora, Vagrant Records. O terceiro disco de estúdio de Albert marca, então, sua saída da Cult Records de Julian Casablancas.

A nova banda que acompanhou o músico na gração do disco — e que deverá acompanhá-lo em turnê — é composta pelo guitarrista Hammarsing Kharhmar (da banda Mon Khmer; toca com Albert desde 2008), o guitarista Mikey Hart (Bleachers), o baixista Jordan Brooks e o baterista Jeremy Gustin (Delicate Steve, Marc Ribot). A produção ficou por conta de Gus Osberg.

momentary master

São dez novas músicas no total, incluindo o cover de Bob Dylan “Don’t Think Twice (It’s All Right)”:

01. Born Slippy
02. Power Hungry
03. Caught By My Shadow
04. Coming to Getcha
05. Losing Touch
06. Don’t Think Twice
07. Razors Edge
08. Touché
09. Drunched In Crumbs
10. Side Boob

O disco está disponível em pré-venda digital e física internacionalmente. E a volta aos palcos se inicia dia 27 de maio no Primavera Sound de Barcelona, festival onde The Strokes também se apresentam no dia 30.

Mais informações
+ alberthammondjr.com
vagrant.com/artists/bio/98-alberthammondjr

 

Ouça “Tyranny” de Julian Casablancas + The Voidz na íntegra

3 anos atrás por Tata Categorias: , ,
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Post editado em junho de 2015:

Em 19 de setembro de 2014, Julian Casablancas divulgou a íntegra do disco Tyranny, primeiro álbum de estúdio de Julian Casablancas + The Voidz.
A lista das músicas no Soundcloud saiu do ar, mas você ainda pode ouvir no youtube. Só clicar na imagem:

TYRANNY_VOIDZ_HR_REVIZED

 

Novo vídeo de Julian Casablancas + The Voidz para a música “Where No Eagles Fly”

3 anos atrás por Tata Categorias: ,
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Depois dos 11 minutos de Human Sadness, a progressão do disco “Tyranny” de Julian Casablancas + The Voidz é um soco. “Where No Eagles Fly” — que já foi exaustivamente tocada pela banda ao vivo — é agressiva, e já ganhou um vídeo oficial. Assista a seguir:

No email enviado por Julian hoje foi também compartilhada a letra da música (o que é muito importante porque não é fácil entender muito daqueles gritos).

WNEF

LETRA DE WHERE NO EAGLES FLY

please, come on babe, they’ll end up all confused,
what’s the point of telling people if they won’t use it?

fly on the wall, bird of prey in the mall
it’s the eye in the sky, where no eagles fly

meat,
predators eat meat.
predators eat meat.

ceremony or a speech,
in a church or on a beach,
predators eat.

the wolf will cry sheep as they take him away,
we plot in our sleep but follow orders all day

the rhythm is for you but the song is for me,
the meaning might be secret but the melody is free

meat,
predators eat meat.
predators eat meat.

let all my big dreams sink in,
no one to enjoy it with.
oblivious… stay oblivious,
why can you not be more like me?
hiding in a nearby tree.

business, business, i forget,
pray for predators i guess
uh-oh, uh-oh, here we go, all our future’s thru that door

future future’s come to this, everybody cheats i guess
let’s go down to mexico, ‘there’s a couple guys i know’

all our future’s come to this, i don’t want my friends to know
all our future’s come to this, i don’t want our friends

“Tyranny” tem lançamento marcado para 23 de setembro deste ano e está disponível para pré-venda em formato digital, CD, cassette, vinil (a ser enviado no fim do ano) e USB/Isqueiro no site da Cult.

 

Julian Casablancas + The Voidz lança o primeiro single de “Tyranny”

3 anos atrás por Tata Categorias: ,
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Finalmente, foi liberada a versão oficial da música “Human Sadness”, que estará no novo álbum de Julian Casablancas com o The Voidz, intitulado “Tyranny”. A canção chegou a aparecer no vídeo do teaser do disco (a partir de 1:13), e para a nossa surpresa tem quase 11 minutos de duração. Uma demo da faixa já havia sido liberada na internet como trilha sonora para o curta “The Unseen Beauty” de Sam Adoquei, padrasto de Julian.

Ouça a música:

A letra de “Human Sadness” foi enviada por email (com o título “don’t be sad”) para todos registrados no mailing da Cult Records e olha, está uma coisa fina. Veja ao fim do post clicando em “mais…”.

TYRANNY_VOIDZ_HR_REVIZED

E as novidades não param por aí. Foi divulgada também a tracklist oficial de “Tyranny”, aquela compartilhada na fanpage de Julian foi só mais uma “zoeira” do vocalista. São no total doze faixas, listadas a seguir:

1. Take Me in Your Army
2. Crunch Punch
3. M.utually A.ssured D.estruction
4. Human Sadness
5. Where No Eagles Fly
6. Father Electricity
7. Johan Von Bronx
8. Business Dog
9. Xerox
10. Dare I Care
11. Nintendo Blood
12. Off to War…

“Tyranny” tem lançamento marcado para 23 de setembro deste ano e está disponível para pré-venda em formato digital, CD, cassette, vinil (a ser enviado no fim do ano) e USB/Isqueiro no site da Cult.

(Colaboração de Luciana Lino do Portal Tracklist.)
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Cult Records pede artes sobre Albert Hammond Jr para fanzine

3 anos atrás por Tata Categorias:
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A Cult Records tem investido em um contato cada vez mais próximo entre as bandas e os seus fãs com as atividades do “Street Team”. Para o próximo passo dessa ótima iniciativa, a gravadora decidiu lançar fanzines dos artistas de seu catálogo com artes feitas pelos fãs.

Cult Records

Começou com o Cerebral Ballzy, e agora é a vez de Albert Hammond Jr. Para participar, o/a fã deve enviar sua colaboração artística sobre o Albert para o Tumblr cultrecordsnyc.tumblr.com/submit ou por email para streetartteam@cultrecords.com até o próximo domingo, dia 10 de agosto. Além disso, eles pedem para incluir seu nome e cidade/país como identificação.

 

ALBERT HAMMOND JR, PARA NOISEY

4 anos atrás por nice Categorias: , ,
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No dia 05 de novembro saiu a entrevista de Albert Hammond Jr para a Noisey, falando sobre o disco, os vídeos que fez para promover St. Justice e Carnal Cruise e mais. Veja nossa tradução a seguir:

Albert tem malhado. Eu sei disso porque ele apareceu no escritório da Wiz Kid Management em New York’s East Village em roupas pretas de ginástica. Posso também ver os efeitos por causa da sua camiseta sem mangas e seus braços estão realmente trincados. Estão com certeza mais definidos que quando eu o encontrei pela primeira vez numa noite gelada de fevereiro em Brighton, Inglaterra, em 2001. Ele estava magro naquela época e a poucos meses de seu aniversário de 21 anos, e os Strokes – particularmente quando bêbados – eram como filhotes agitados, se abraçando e festejando e caindo uns sobre os outros enquanto a Inglaterra se apaixonava. Naquela época eu estava tão nervoso que esqueci de pressionar o botão de pausa do meu gravador.

Foi o começo e nos 12 meses que se seguiram, New York se tornou o epicentro do cool, com um pé calçando Converse chutando a porta dos anos 90, nu-metal e jeans largos o bastante pra abrigar uma família numa única perna. Uma década depois, o impacto da banda no cenário do rock moderno (e sim, na forma como as pessoas se vestem também) não pode ser exagerado. Mais cedo este ano, os Strokes lançaram Comedown Machine com pouco alarde, zero imprensa e sem turnê, mas se sente que sua história ainda não acabou. Talvez seja apenas minha ilusão, mas como Albert colocou, The Strokes é “muito uma banda” e o futuro está em aberto. Em todo caso hoje estou aqui para falar com ele sobre seu novo EP, lançado pela Cult Records, de Julian Casablancas. Gravado no estúdio de Albert em sua casa com seu melhor amigo (e produtor dos Strokes) Gus Oberg, é seu primeiro solo desde ¿Cómo Te Llama?, de 2008. Uma coleção de 5 canções em que o som dançante das guitarras compensados pelas batidas nas composições exigentes de Albert se destacam nos momentos que o baixo respira (47 segundos em Stranger Tidings), e nesse ponto doce que paira entre desconsolado e contente. Quando pergunto sobre as letras para a faixa de destaque do EP, Cooker Ship, Albert explica que o título veio aleatoriamente, e apenas depois ele conectou as palavras com as músicas de The Velvet Underground, Heroin, quando Lou canta ““I wish that I’d sailed the darkened seas/On a great big cooker ship.” (Na verdade, Lou canta “clipper ship.”)

“Algumas vezes as melhores linhas criam significado por si mesmas”, ele diz. “Depois, quando estava pronto, minha mãe disse, ‘Oh, essa linha “How did I get in a jam like this?” soa tão relacionada a drogas.’ Eu estava “Huh? Eu não achava isso. Talvez eu estivesse assim, eu escrevi sobre isso. Talvez inconscientemente estivesse lá”.

Você também pode atribuir “Self-inflicted nightmare/Lately I’m just not quite myself,” como uma alusão ao vício de Albert em heroína, quetamina, e coca,  que teve seu auge quando o guitarrista usava “um ou dois grandes no fim de semana”. Limpo, mesmo com álcool na mesa, só nos últimos meses ele começou a falar abertamente de sua luta.

“Não posso dizer ainda – acho que saberei melhor quando estiver mais velho – se criar um mito nas entrevistas é o que minha personalidade quer”, ele diz. “Algumas pessoas são realmente boas nisso, mas se estou sendo totalmente honesto, e não me importo de ser, eu sempre gosto de ser eu mesmo. Por que eu seria falso para criar um mito estranho sobre mim?”

Noisey: Vamos falar sobre o vídeo de St. Justice. Eu estava, wow, Albert tirou a camisa, tirou as armas, está fazendo uma cena no quarto…

Albert: Fiz uma piada, como se não seria engraçado fazer um vídeo em que eu estivesse com alguém e coincidentemente, Julian estava como “Você sabe, você devia fazer um vídeo em que estivesse com alguém”. Era inesperado porque normalmente esse tipo de coisa fica reservada para bandas pop e nós achamos que seria engraçado. Estavam apenas o diretor, eu e Nina [a modelo alemã Nina de Raadt], só três pessoas, fazendo um vídeo estilo gorila. Enquanto estávamos fazendo parecia inocente. Estranhamente, eu aprendi muito sobre como transar em frente à câmera.

Noisey: Quais suas dicas?

Albert: Quando você tenta fazer de forma realista – tentamos isso primeiro – e parecia horrível. É sério. Você está assistindo e está como se, “Não podemos mostrar isso!”. Não parece como o que você está fazendo em sua mente. Quando você faz mais como uma dança com a câmera, com todos os ângulos e sente que é falso, parece mais real. Eu assisti da primeira vez e estava como “Eu fiz algo com ela? Será que vai ficar ruim?”

Noisey: Então, vocês tiveram que fazer muitas tomadas?

Albert: Sim, descobrimos um monte de coisas – tipo como quando o EP surgiu – enquanto estávamos lá. Como o diretor Laurent [Briet] fazendo a técnica de girar. Demorou cinto ou dez vezes antes que tivéssemos o foco correto, o que foi bom porque nos sentimos mais naturais no momento que ele realmente fez as tomadas. Era estranho pensar, mas de repente, agora vamos fazer a cena do beijo! Eu quase queria dizer, podemos nos beijar por um segundo que é mais normal.

Noisey: Como sua namorada lidou com isso?

Albert: Bem, Nina tem um namorado também. Imagino que ambos não vão assistir.

Noisey: De jeito nenhum?

Albert: Sim, eu não sei, talvez em algum momento. Em suas cabeças acho que era mais estranho do que realmente foi. Não é romântico. Não é como se você tivesse alguém em sua casa. Ou se ficasse com outra pessoa por uma hora e então acabasse. Seria diferente. É muito “deveríamos fazer mais parecido com isso ou aquilo: Quero dizer, pode ser excitante, não vou mentir, você está numa cama com uma garota nua. Sou um homem afinal. Haha!

Noisey: Você também convidou o mundo pra sua casa.  Corajoso.

Albert: Sim, eu não pensei muito nisso, pra ser honesto. Tecnicamente isso foi coisa de orçamento, o que é legal. Há um monte de restrições quando fazemos vídeos hoje em dia. Eles não te darão o que usaram, especialmente se você está numa gravadora independente.

Noisey: Jules está amarrando os cordões apertados!

Albert: Vamos lá, Jules! Nah, mas é o mesmo com  Carnal Cruise. Meu apartamento parecia legal e de uma forma estranha é o motivo de não ter pedido a minha namorada pra fazer. Muita pessoas disseram “Por que você não usou sua namorada?” Mas é tão pessoal. É alguém com quem eu realmente faço amor, eu realmente ia querer fingir que mostro isso? Isso é apenas atuação, é: não fizemos nada antes, não vamos fazer depois.

Noisey: O que inspirou o vídeo?

Albert: Estávamos assistindo esses filmes como Breathless e outro. Eu nunca lembro o nome. Burt Reynolds fez um remake dele, mas não é o melhor, o melhor é o dos anos 70. É sobre um homem que gosta de mulheres e ele está andando e olhando as mulheres na rua e me lembrou do que você pensa quando está andando pelas ruas! [O filme que ele estava falando é L’Homme qui aimait les femmes aka The Man Who Loved Women]

Noisey: O título Carnal Cruise me faz pensar sobre uma orgia num cruzeiro com passageiros velhos. Claro que não é o que acontece na música… ou é?

Albert: Haha, não, não. O título se originou da abertura de um rifo de guitarra. Soava cru e carnavalesco, mas carnal soava melhor. Também, quando toco ao vivo, com a bateria e os rifos e tudo soando realmente forte, é intenso. É uma canção de dois minutos, mas quando terminamos todos estão mortos. É como se fosse a canção mais crua que fiz. Também um cruzeiro é uma jornada. Jornada crua também não ficaria bom.

Noisey: Não. Soa muito errado.

Albert: Jornada crua soa como se você se masturbasse a noite toda. Haha! A história de um garoto pré-adolescente e sua jornada crua!

Noisey: Um par de pessoas velhas numa orgia num cruzeiro. Então, você está saindo em turnê e pela primeira vez tocou sozinho em quatro anos no show beneficente para Ben Curtis em agosto. Como foi tocar novamente? [Ben, da escola Seven Bells foi diagnosticado com Linfoma este ano]
Albert: Estou feliz por ter ido, é tão perto de casa. E também é difícil – quer dizer, eu deveria tocar – mas ao mesmo tempo, não, deve ser um festival de sobrevivência e positividade. Eu poderia sair aquela noite e fazer outro show. Foi surreal. Senti como se estivesse tropeçando. Estava olhando em volta e tudo parecia tão real, quase como se eu estivesse drogado, foi muito estranho.

Noisey: Ficou surpreso por inspirar essa reação?

Albert: Quero dizer que fiquei gratamente surpreso por cada reação boa no meu cérebro. Não há nada que te deixe mais alto que sair de um show. Acho que é por isso que as pessoas continuam se apresentando. Quando você está lá, é como ‘Que diabos estou fazendo? Eu não quero fazer isso!’ E então quando acaba ou quando você fez um bom show, é o melhor, quando o público entende a música e tudo vem de um  pequeno e estranho ponto do seu ego quando você acreditava que poderia fazer algo. Parece quase pretensioso, como ‘Eu posso escrever músicas!’ Eu me sinto confortável dizendo que não sou um guitarrista incrível, mas sei que com o tempo eu posso fazer algo interessante e algo que soe como eu mesmo, e é difícil, soar como você mesmo. Por isso fazemos rock. É quase mais importante que soar incrível.

Noisey: Há alguns meses você começou a se abrir sobre seu vício em drogas e você poderia não ter dito nada. Por que você decidiu falar a respeito?

Albert: Eu poderia não ter dito nada, mas seria estranho estar onde estou e não falar sobre o passado – é o mesmo que falar de Strokes para explicar onde estou agora. Me sinto confortável falando sobre isso. Não parece terapêutico, só normal. ‘Onde você esteve, o que esteve fazendo?’ ‘Fiz isso por um tempo, não funcionou, graças a Deus eu saí.’ Às vezes quando você sai disso, você encontra pequenas pistas pra te ajudar a se manter no caminho, pequenas disciplinas. Você quase sente como se quisesse compartilhar e o problema é, vamos tirar isso do caminho, o primeiro pedacinho dele e então eu posso começar a compartilhar outras coisas.

Mas foi uma grande parte da minha vida. Depois dos Strokes, foi provavelmente a segunda maior coisa na minha via, um caminho de descoberta e mudança. Não era até que eu olhei pra trás e percebi, eu usei muitas drogas. Mesmo antes de fazer muito, eu estava usando muito. É interessante quando você descobre que você é uma pessoa curiosa sobre descobrir esse caminho. Há pessoas que podem mantê-lo na linha e eles não querem fazer isso.

Noisey: Você se envolvou nisso porque queria escaper de algo ou por que estava curioso sobre onde isso ia te levar…

Albert: Acho que você começa numa celebração. Você é jovem e é divertido sair de sua mente, fazer shows, e festejar. Isso abre novas portas, claro, mas se você não parar, você não pode usar essas novas portas abertas. E então você descobre uma [droga] que funciona um pouco melhor, que talvez acalme sua mente, ou você realmente não entende como você pensa de determinada maneira. Você não gasta muito tempo trabalhando consigo mesmo, então você encontra essas coisas, e então leva pra outro lugar. É quando deixa de ser uma festa, é quando você acorda de manhã e faz isso. E então você realmente não funciona. Por que você está fazendo isso? Porque você chegou num ponto em que não se importa. As pessoas estão como ‘Você não sabe que está se machucando, que você vai se matar?’ E você está como ‘Eh, bom.’

Noisey: O que te fez parar?

Albert: Todos que fazem isso vão te dizer que você chega num ponto em que você está quebrado, então um dia seu corpo decide: ‘Eu não aguento.’ Então você lida com o afastamento e você para por alguns meses e então começa a beber de novo, então você não parou realmente. Atingi um ponto em que era óbvio. Havia dois caminhos: ambos te levam a lugares que você não conhece, mas um parece muito negativo. E por qualquer razão – a forma que cresci, algo em meu DNA, um pensamento – senti muito claramente que qualquer dor que eu fosse atravessar, eu tinha que pegar o outro caminho. É como uma dor auto-inflingida. Você não quer sentir pena porque você causou isso a si mesmo, mas é algo difícil de sair. Primeiro você tira coragem daí, ‘Estou tão ferrado e passei por isso’, que é um tipo de bobagem que não é realmente coragem.

Noisey: Qual sua relação com Nova Iorque esses dias? É difícil estar numa cidade que continua adolescente, ou não adolescente mas…

Albert: Sei o que quer dizer. A beleza sobre toda grande cidade e Nova Iorque é que você pode escolher entre os diferentes mundos em que quer viver, os muitos mundos que Nova Iorque oferece. Não porque eu não quero, mas quando estou trabalhando ou ocupado, acho difícil ter energia para sair à noite e ainda ter energia pra fazer o que estou fazendo. Quando saio, é divertido, embora eu definitivamente não faça mais como antes. Mais porque não encontro a mesma satisfação na repetição. Quando era mais novo os sete dias da semana eram incríveis – era pelo que me esforçava. Agora eu aprecio, interajo com as pessoas, mas não preciso fazer isso o tempo todo. Se você não está bebendo, você percebe que em muito do tempo é a mesma conversa então você faz outra coisa! Primeiro é difícil quebrar qualquer tipo de ciclo. Ainda amo isso, só uso de forma diferente.

E algumas vezes gosto de sair da cidade para o norte, mas achava isso quando ia praquele lugar e ainda estava farreando. As pessoas falam sobre The Strokes , ‘Oh, você está diferente agora’, e é como, talvez fosse acontecer de qualquer forma na passagem dos 20 aos 30. As pessoas dizem ‘Oh, vocês não são uma turma como eram quando tinham 18’. Bem, todos exceto Fab e eu, são casados e tem filhos. Se fôssemos os mesmos eles seriam os piores pais do mundo! Você não pode ser a mesma pessoa o tempo todo e você gostaria?

Noisey: Sente falta dessa época?

Albert: Sinto, como sinto falta de tudo, porque a vida é uma série de coisas que se vão.

Noisey: Oh caramba.

Albert: Nao – mas de um jeito bonito! E quando você tem algo novo e é diferente e você aproveita. Aposto que aos 40 vai ser ‘Sente falta de quando tinha 30?’

Noisey: 33

Albert: Yeah! Obrigado. Gosto de pensar que se fizer isso aos 70, terei perdido todos esses momentos diferentes mas também, estou feliz onde estou agora porque adquiri todos esses aspectos da vida e a compreensão. Mesmo que não tenha uma resposta certa, ainda é parte da jornada. Não acho que gostaria de viver num loop, tendo 18. Gosto de pensar sobre como estou usando o momento então eu não vou sentir saudade. Você sempre sabe como vai ser … digo essas coisas e as pessoas ficam chateadas mas acho que é a admiração que tenho pela vida e porque não sou religioso. Tudo é tão incrível: as árvores, as montanhas, as estrelas, a química em nós que faz com que sejamos nós, os impulsos em nossos cérebros que parecem mágicos mas ao mesmo tempo nos levam a fazer isso, e ainda sentimos como se tivéssemos livre arbítrio. É muito espetacular.

Datas da turnê:

11/04 – New York, NY – Marlin Room at Webster Hall *
11/05 – Teaneck, NJ – Mexicali Live *
11/06 – Philadelphia, PA – Johnny Brenda’s *
11/08 – Boston, MA – Brighton Music Hall *
11/09 – Albany, NY – The Bayou Café *
11/10 – Toronto, ON – Phoenix Theater *
11/11 – Detroit, MI – The Magic Bag #
11/13 – Chicago, IL – Double Door #
11/14 – Minneapolis, MN – Varsity #
11/15 – Kansas City, MO – The Riot Room #
11/17 – Denver, CO – Moon Room #
11/19 – Santa Ana, CA – Constellation Room #
11/20 – Los Angeles, CA – El Rey Theater #
11/21 – San Francisco, CA – Slims #
11/23 – Portland, OR  Hawthorne #
11/24 – Seattle, WA – Chop Suey #
11/25 – Vancouver, BC – Venue #

EUROPA
12/2 – Paris – Maroquinerie
12/3 – Amsterdam – Bitterzoet
12/5 – Brighton – The Haunt
12/7 – Glasgow – Broadcast
12/8 – Manchester – Night & Day Café
12/9 – Leeds – Brudenell Social Club
12/10 – London – XOYO
12/12 – Milan -Magnolia
12/13 – Rome – Circolo Degli Artisti
12.14 – Bologna – Covo

Publicação original: Noisey

Foto: Brightest Youngthings

 

ALBERT HAMMOND JR: OUÇA “RUDE CUSTOMER” DO EP AHJ

4 anos atrás por Tata Categorias: ,
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A primeira faixa revelada do AHJ foi tocada hoje (26) pela primeira vez no programa de rádio do inglês Zane Lowe, na BBC.

“Rude Customer” também já foi diponibilizada online no SoundCloud da Cult Records.

AHJ está previsto para ser lançado no dia 8 de outubro. Compre antecipadamente a versão online com faixa bônus por apenas U$ 2 no site da Cult: bit.ly/AHJPreOrder