EM LIVRO, ALBERT CONTA SOBRE SUA CHEGADA A NOVA YORK

julho 17, 2012 10:36 pm Publicado por 4 Comentários

Uma publicação organizada pela New York Magazine, “My First New York” é um livro publicado em 2010 que compila relatos e lembranças de artistas, escritores, atletas, modelos, pessoas públicas que compartilham histórias engraçadas e assustadoras, incríveis primeiras aventuras na grande cidade de Nova York.

Albert é um dos 56 artistas que revelam algumas de suas primeiras vivências na cidade.

Confiram abaixo o que ele conta no trecho do livro que nós traduzimos:

“Conseguir um emprego na Kim’s Video foi mais difícil que entrar para uma banda. Era ridículo; você tinha que conhecer alguém. Mas eu tinha acabado de me mudar de L.A., tentando fugir dos meus amigos, que eram devagar e não queriam nada além de se ferrar. Eu finalmente conheci esse cara chamado Aurelio da banda Calla, e um dia ele ligou e disse, “Hey, temos uma vaga pra você, você quer?” Eu estava tipo, “Eu deixei vários currículos por aí, agora posso simplesmente ter o emprego?”

Foi só depois de um mês morando aqui que eu encontrei Julian Casablancas. O pai dele tinha uma agência de modelos chamada Elite, e eu entrei lá certo dia quando reconheci o nome dele na porta. Nós rapidamente nos mudamos para um apartamento na Eighteenth Street. O apartamento tinha o formato de um haltere e tinha uma máquina de lavar e secar em vez de um forno. Tínhamos um banheiro cada um, o que foi a razão de ficarmos nele (ele é uma bagunça e eu sou organizado). Quando conheci o Julian contei para ele que tocava guitarra. Ele disse, “Engraçado, nós estamos procurando um guitarrista.” Quando fui fazer o teste, tive febre e não toquei bem e pensei que com certeza não teria o emprego. O que eu não sabia é que ele já havia decidido que eu seria parte da The Strokes.

Nós éramos bastante ambiciosos. Era tudo que eu e o Julian falávamos todas as noites. Nós determinamos uma meta: nós estaríamos fazendo shows daqui a um ano. Quando você começa, é necessário a noite inteira para tocar uma música e tocá-la corretamente. E nós só tínhamos onde ensaiar no Music Building no Garment District nas segundas e quartas em horários bizarros, embora nós o aproveitássemos em outros horários também.

Na maioria das noites eu e Julian ficávamos em casa, e Nikolai, outro membro da banda, viria do subúrbio, onde ele trabalhava em uma loja de vídeos. Nós ficávamos chapados e assistíamos a qualquer filme que ele trouxesse. Certa vez, nossa geladeira estava tão lotada de Budweiser que tiramos uma foto. Tarde da noite íamos para a delicatessen que ficava ao fim da rua onde um cara chamado Peruvian Love Child fazia sanduíches de salame para nós.

Nós tentamos tudo possível para sermos amigos de outras bandas e fazer shows maiores com eles. Nós não éramos exigentes. Mas eles eram tão idiotas – muito competitivos para se reunir e fazer qualquer coisa. The Mooney Suzuki eram megastars para nós. Nós os vimos uma noite no Cooler, no Meatpacking District. Eles nos surpreenderam. Nós apenas ficamos lá olhando quão legais eles eram no palco. Era mais que incrível.

Primeiramente, não fomos para nenhum lugar bacana – só Rudy’s, que ficava perto do estúdio e tinha cachorro-quente de graça e jarra de cerveja por $5. Mas aos poucos acabamos indo para bares como Don Hill’s e Bar 13 para nos promover, distribuindo flyers com coisas de filmes pornôs leves de 1970 como Emanuelle. Eles começaram a nos reconhecer – “Oh, os caras dos Strokes por ali” – e como um grupo nós cinco éramos notáveis. Éramos bem convencidos. Não de um jeito ruim, nós só acreditávamos em nós mesmos e então nós estávamos a toda velocidade.”

Pra os que tiverem interesse em comprar um exemplar do livro, ele está disponível nos sites de venda online abaixo:

Amazon.com [capa dura] – U$23.99

Livrariacultura.com.br [capa dura] – R$68.20 e [brochura] – R$39.80

-editado-

Atendendo ao pedido de Leandra, colocamos aqui também texto original em inglês. Clique aqui para ler.

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Este artigo foi escrito porTata

4 Comentários

  • Sérgio says:

    Valeu pelo site traduzir o trecho do livro com o depoimento do Albert. No final, ele diz que os Strokes eram convencidos, mas só fizeram realmente sucesso porque achavam outras bandas inferiores melhores. O Gordon Raphael, produtor dos dois primeiros, disse que fez teste com bandas melhores que os Strokes, mas que ficou no fim com eles. Só uma banda legal tem essas histórias; banda ruim engrena logo de primeira. Vocês do site descobrem sempre coisas bacanas. Parabéns.

    Abraço!

  • Leandra says:

    Alguém tem isso com o texto original em inglês? Queria ler com as palavras dele, rs. Obrigada!

  • Bia Emidio says:

    Albie ♥

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