DEPOIMENTO DE ALBERT EM LIVRO

fevereiro 8, 2012 10:51 pm Publicado por 1 Comentário

Wake Me When It’s Over é o título do livro de Rob Sacher, um promotor que agendou shows dos Strokes, dentre outras bandas, no Luna Lounge no começo da carreira da banda.

No site do livro, Rob postou um trecho em que ele conta suas impressões sobre a banda e traz ainda o depoimento de Albert Hammond Jr, contando como aquele evento foi importante para a carreira deles. Segue a tradução do trecho abaixo da foto:

Eles eram poderosos, mais poderosos individualmente e coletivamente, que qualquer outro grupo com quem eu trabalhei previamente. E, embora eles estivessem a uma moderada distância de ser o grupo profissional que o mundo em breve viria a conhecer, os Strokes tinham claramente uma presença definida.

Eles me lembravam os Ramones, como eles eram no fim dos anos 70, não em sua sonoridade ou nas músicas, mas em seu comprometimento ao poder que eles buscavam de si no processo de criação de seu momento no palco. E isso quer dizer muito, porque em 1978 The Ramones era a melhor banda ao vivo do mundo.

Mais tarde naquela noite, minha namorada que estava dormindo quando cheguei em casa, acordou e perguntou como foi minha noite. Sentado na cama, eu disse a ela,

“Eu devo ter trabalhado com a melhor banda que eu vou ver no Luna. Se eles não implodirem, eles serão grandes.” Voltando ao seu estado de sono, ela respondeu,

“Isso é bom,” rolou na cama e voltou a dormir.

Albert Hammond Jr relembra seus sentimentos sobre aquela noite,

“Eu não lembro se estivemos no Luna antes, mas foi definitivamente um dos clubes que estavam subindo a ladeira. Havia empolgação em nós quando chegamos para nosso primeiro show. Nós íamos tocar duas músicas novas, “Modern Age” e “Last Nite”.

O salão estava maravilhosamente iluminado. O bar estava escuro e a sala de estar estava mais escura ainda, com o clima de luz negra radiando. Olhando para trás, era provavelmente um salão pequeno no momento, mas o Luna parecia uma obra-prima, um quadrado no meio do salão, paredes laranja, e, uma coisa que estava começando a acontecer, fãs!

Lembro-me de me sentir bem, avançando outro furo no cinto. Nós ficamos no bar a noite inteira. Acho que conheci Kerri Black depois daquele show. Lembro que nós perguntamos a você se podia nos colocar em um fim de semana e eu acho que você hesitou e nos colocou numa quinta-feira. Mas, quando você viu que trouxemos pessoas depois daquilo, ficou mais fácil.

Aquela noite foi quando começamos a pedir coisas que queríamos e que talvez ainda não havíamos ganhado, mas estávamos conseguindo, acho que por causa de nossa música. Não acho que buscávamos a meta final já naquele momento. Nós apenas sempre demos passos de bebê e tínhamos pequenos objetivos que foram chegando cada vez mais rápido até que você não tem mais controle sobre eles. Na verdade, olhando para trás, você percebe que não tem controle sobre nada disso. Tudo que você pode controlar é tocar, o clima e a música, e naqueles dias, nós, todos os cinco, de nossa maneira trouxemos tudo que tínhamos para os Strokes.” [Fonte: wakeme.net/excerpts/the-strokes]

No site você ainda confere trechos (em inglês) sobre Elliott Smith, Joey Ramone, Longwave, The Jesus And Mary Chain e The Sugarcubes. O livro de 365 páginas será lançado dia 1 de março, e você pode comprar tanto a versão digital quanto a física no site wakeme.net.

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Este artigo foi escrito porTata

1 comentário

  • Sérgio says:

    Acho que essa passagem diz tudo dos Strokes:

    Eles eram poderosos, mais poderosos individualmente e coletivamente, que qualquer outro grupo com quem eu trabalhei previamente. E, embora eles estivessem a uma moderada distância de ser o grupo profissional que o mundo em breve viria a conhecer, os Strokes tinham claramente uma presença definida.

    Eles me lembravam os Ramones, como eles eram no fim dos anos 70, não em sua sonoridade ou nas músicas, mas em seu comprometimento ao poder que eles buscavam de si no processo de criação de seu momento no palco. E isso quer dizer muito, porque em 1978 The Ramones era a melhor banda ao vivo do mundo.

    Difícil melhor comparação. Os Strokes conseguiram sintetizar Ramones, Blondie, Talking Heads, The Cars, Television, Velvet Underground, entre outras grandes bandas que começaram dos anos 70. E reergueram a cena roqueira de Nova York. E acho que é esse comprometimento e o poder de criação no momento do palco que torna a banda ainda maior.

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