ENTREVISTA COM JULIAN CASABLANCAS SOBRE DB AZZARO

setembro 22, 2011 12:34 pm Publicado por 13 Comentários

A revista francesa Market publicou uma matéria sobre o perfume Decibel da Azzaro, que, como sabemos, tem o Julian como rosto da campanha. Na matéria estava disponível uma entrevista com ele, que você pode ler no original em francês clicando aqui; ou uma versão em inglês feita pelo The Strokes News . Traduzimos do original e postamos abaixo. Clique em mais para ler tudo.

Entrevista – Julian Casablancas

Montar um grupo de rock como os Strokes, era um sonho de infância?

Parece um pouco idiota da parte de um músico, mas meu sonho era ser um compositor moderno em vez de tocar num grupo de rock… Eu era fã de muitos grupos de rock que considerava geniais para criar meu próprio grupo! Mas vim sem dúvida da composição para a parte toda, não é como dizer apenas “tocar alguns acordes e escrever a melodia”, estava realmente interessado pela bateria, pelo acompanhamento, porque cada instrumento poderia fazer sua parte para criar um trecho legal.

Qual foi seu primeiro instrumento?

Uma guitarra que eu tenho ainda, mas que não utilizo mais. Ela era legal há quinze anos, mas temo que hoje seu som me pareça atroz.

Quais grupos você escuta mais?

Tenho várias fases, amava Bob Marley, Velvet Underground também… mas igualmente Doors e muitos outros… Tudo de Bob Dylan a Guided by Voices, Beethoven, Tom Petty, Benny Goodman, Bruce Springsteen, Mozart, Leonard Cohen, David Bowie, etc.

Você cita Velvet Underground como sendo o maior grupo de rock de todos os tempos. Por quê?

Acho que eles são superiores em seus domínios, tenho sem dúvida a impressão que eles não foram reconhecidos pelo seu justo valor. Eles são imensos e continuam a me inspirar.

Qual é a lembrança mais rocker de sua carreira?

A reação dos fãs a nossa música. Seria injusto distinguir um concerto em relação a outros.

Compositor principal de suas canções, você é conhecido por ser meticuloso. O perfeccionismo é do rock?

É complicado, eu acho que não se pode fazer alguma coisa boa sem se dedicar e trabalhar muito.Diz-se que trabalhar muito é entediante, mas é a verdade. Às vezes os trechos vêem naturalmente, mas muitas vezes é preciso colocar o coração no trabalho. Eu tento não ser tão perfeccionista, mas é inevitável. É preciso saber quando parar.

Como a inspiração vem a você?

O processo de criação é misterioso. É difícil explicar como funciona realmente. Pra mim, quanto mais duro se trabalha, menos a inspiração… tem importância.

Por que você quis ser um rock star?

O mais importante é encontrar seu caminho. Pra mim, a música era uma evidência.

Qual a sua definição do rock?

O up dos anos 1950, R & B? Mas é uma definição pessoal, que muda de acordo com cada um. Minha definição só corresponde a mim. Imagino que possa dar os clichês habituais como energia, rebelião, juventude, imprudência e autodestruição etc. e também a idéia de ser tão audacioso por se exprimir livremente?

Você acredita que a mensagem de um roqueiro esteja antes de tudo no conteúdo de sua música ou no estado de espírito que ele mostra abertamente?

Em sua música, evidentemente. Contudo, em nossos dias, um e outro se formam desde que venham de uma abordagem sincera.

Você se acalmou, se tornou marido e pai. Pra você, é uma antítese da vida de um roqueiro?

Encontrei a estabilidade na construção de minha vida pessoal. E isso não me impede de me expressar musicalmente. Ao contrário.

Você acha que o rock evoluiu?

Claro. A música evolui com o tempo, o rock também, pouco importa o que significa pras pessoas.

Alguns acreditam que o rock está morto?

As pessoas dizem que “tudo está feito” desde sempre, sem dúvida porque uma parte de sua imaginação está morta.

Você acha que há uma ligação forte entre a capacidade de conservar sua alma de criança e cultivar sua imagem?

Não muito, a idéia de cultivar sua imagem implica certa reflexão, o que me parece o oposto da infância…

Você conhecia a marca Azzaro?

Eu tinha visto a campanha com Enrique, então eu sabia que eles tinham muito bom gosto em matéria de homens.

Por que você aceitou se tornar a imagem de Decibel, o novo perfume masculino da Azzaro?

A marca está em plena transformação, ela muda e se desenvolve, é um conceito que não me parece mal atualmente, um pouco como se estivéssemos sincronizados. Também penso que Azzaro me deu a oportunidade de tocar certas pessoas que eu não conseguiria no meu trabalho tradicional.

Que mensagem você desejaria passar?

Musicalmente adoraria fazer algo mais ardente, diferente, mas que fosse ao menos conhecido. Adoraria que todas as boas coisas se tornassem precisas, mas, infelizmente, a maior parte é muito underground e se torna desconhecida do grande público.

O que você achou do seu nome?

Eu gostei bastante… se você quer um nome que faz pensar em música, é lógico.

Quais são os cheiros do cotidiano mais ‘rock’, pra você?

O cheiro de bares, do cigarro, de essência e de couro.

Você acha que um perfume seja objeto de sedução?

Certo cheiro te leva automaticamente a uma lembrança especial… e o cheiro é um dos fatores importante da atração.

Fonte: Market

Tradução Equipe TSBR

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